Relatório apresenta dados do monitoramento de resíduos em alimentos de origem vegetal e reforça a importância das boas práticas agrícolas e da rastreabilidade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o Relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) – Ciclo 2024, documento que apresenta os resultados do monitoramento oficial de resíduos de agrotóxicos em alimentos de origem vegetal consumidos no Brasil.
O levantamento analisou 3.084 amostras de alimentos, coletadas em supermercados e estabelecimentos varejistas de 88 municípios brasileiros, abrangendo 14 alimentos de origem vegetal, entre frutas, hortaliças, cereais e oleaginosas. Ao todo, foram pesquisados até 338 diferentes agrotóxicos nas amostras avaliadas.
De acordo com o relatório, 20,6% das amostras analisadas foram consideradas insatisfatórias, ou seja, apresentaram pelo menos uma irregularidade relacionada aos resíduos de agrotóxicos, como:
Por outro lado, 79,4% das amostras foram consideradas satisfatórias, sendo que 25,6% não apresentaram nenhum resíduo detectável e 53,7% continham resíduos dentro dos limites permitidos pela legislação sanitária vigente relatorio-para-2024.
Apesar da presença de irregularidades, a Anvisa destacou que a avaliação de risco agudo à saúde, baseada na Dose de Referência Aguda (DRfA), indicou que apenas 12 amostras — o equivalente a 0,39% do total analisado — representaram potencial risco agudo à saúde do consumidor relatorio-para-2024.
Segundo a Agência, esses casos são pontuais e de origem conhecida, e vêm sendo alvo de medidas regulatórias e de mitigação de risco, como a proibição ou restrição de determinados ingredientes ativos ao longo dos últimos anos.
O relatório também traz a avaliação do risco crônico, que considera a exposição prolongada aos resíduos de agrotóxicos ao longo do tempo. Para essa análise, foram utilizados dados consolidados de 2013 a 2024, envolvendo mais de 28 mil amostras de alimentos e 345 ingredientes ativos.
De acordo com os resultados, não houve extrapolação da Ingestão Diária Aceitável (IDA) para nenhum dos agrotóxicos avaliados, não sendo identificadas situações de potencial risco crônico à saúde para a população considerada no estudo (faixa etária acima de 10 anos) relatorio-para-2024.
A Anvisa ressalta que os resultados do PARA não devem ser interpretados como alertas imediatos ao consumidor, uma vez que os dados são divulgados após o consumo dos alimentos. No entanto, o monitoramento é fundamental para:
O relatório destaca ainda o papel do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), em conjunto com outros órgãos, como o Ministério da Agricultura e o Ibama, na mitigação dos riscos identificados relatorio-para-2024.
O PARA é considerado uma das principais ferramentas de vigilância pós-mercado no Brasil, contribuindo para a melhoria contínua da segurança dos alimentos e para a proteção da saúde da população.
A Anvisa reforça que o conhecimento gerado pelo programa deve ser utilizado por produtores, empresas, profissionais da área de alimentos, responsáveis técnicos e pela sociedade em geral, como base para a melhoria dos processos produtivos e para o cumprimento da legislação sanitária.
Para facilitar a compreensão dos resultados do relatório, criamos um infográfico ilustrativo que sintetiza os principais dados do PARA. A arte traz, de forma visual e objetiva:
O material reforça a função educativa do relatório e pode ser utilizado por profissionais da área de alimentos como ferramenta de orientação, capacitação e conscientização sobre o controle de resíduos químicos em produtos vegetais.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa
Relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) – Ciclo 2024
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