Às vésperas do Natal, período marcado por mesas fartas e longas confraternizações, cresce também a atenção com a segurança dos alimentos.
Para que a data seja celebrada sem riscos à saúde, é fundamental redobrar os cuidados na escolha, no preparo e no armazenamento dos alimentos, antes e depois da ceia.
Orientações da Vigilância Sanitária reforçam que erros simples, comuns nessa época do ano, estão entre as principais causas de intoxicações alimentares e Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHAs).
As recomendações abrangem desde a compra dos ingredientes até o consumo das sobras, com atenção especial aos alimentos típicos das festas de fim de ano.
Durante esse período, é importante desconfiar de produtos com preços muito abaixo do mercado, prática frequentemente associada a fraudes, especialmente em itens como azeites.
Outro ponto essencial é observar atentamente a data de validade, principalmente em produtos vendidos em padarias e itens fracionados. Prazos excessivamente longos podem não condizer com a real durabilidade de alimentos perecíveis.
Sempre que possível, recomenda-se optar pelo bacalhau seco, que apresenta maior segurança no verão. O produto deve estar firme, com coloração amarelo-claro, sem manchas escuras e com odor característico.
Dê preferência à peça inteira. Caso opte por postas, verifique a data de fracionamento e o prazo de validade. O bacalhau seco pode ser conservado por até três meses sob refrigeração, desde que corretamente armazenado.
O bacalhau salgado não necessita de refrigeração antes da dessalga. Já o bacalhau dessalgado deve permanecer congelado até, no máximo, três dias antes do preparo. O processo de dessalga deve ser feito sempre sob refrigeração, com o peixe submerso em água dentro da geladeira, trocada duas a três vezes ao dia.
Apesar do baixo teor de umidade, frutas secas e oleaginosas podem sofrer rancificação, especialmente em períodos de calor. Pontos esbranquiçados, sabor alterado e perda de crocância indicam deterioração.
Sempre que possível, observe a data de fracionamento, validade, aparência e odor do produto, especialmente em vendas a granel.
Preparações que combinam ingredientes com diferentes níveis de acidez e pH, como saladas com maionese, exigem atenção redobrada. Nesses casos, a durabilidade pode ser reduzida, aumentando o risco sanitário.
A recomendação é reforçar a higiene das mãos, evitar falar durante o preparo e adicionar ingredientes mais sensíveis, como maionese, apenas no momento de servir.
Sempre que possível, dê preferência a produtos congelados, que apresentam menor risco de deterioração. No momento da compra, observe:
Falhas na refrigeração favorecem a multiplicação de microrganismos.
Carnes e aves pré-temperadas devem ser consumidas com cautela, pois costumam conter excesso de sódio e aditivos. O preparo caseiro com temperos naturais é a opção mais segura.
Preparações à base de leite e ovos são altamente perecíveis e devem ser refrigeradas imediatamente após o preparo. Quando bem armazenadas, podem ser consumidas em até três dias.
Saladas com maionese devem ser mantidas sob refrigeração e consumidas em até 24 horas, mesmo quando preparadas com maionese industrializada.
Para evitar produtos adulterados, recomenda-se:
Entre os erros mais comuns estão a geladeira excessivamente cheia, o armazenamento inadequado e a mistura de alimentos diferentes no mesmo recipiente.
Alimentos prontos devem estar bem vedados e separados de carnes cruas para evitar contaminação cruzada. Arroz, carnes e saladas devem ser refrigerados assim que a refeição terminar, especialmente em dias quentes.
Pastinhas e entradas que levam maionese, creme de leite ou ovos devem permanecer refrigeradas até o momento de servir e não ficar expostas por longos períodos à temperatura ambiente.
Seguir essas orientações simples contribui para a prevenção de DTHAs e garante que as celebrações terminem apenas com boas lembranças.
🔗 Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ)
https://www.rj.gov.br/saude/node/3765
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